esculpida nos olhos,estava a rosa macia,
com as pétalas matinais
e o desaguar duma praia branca,
gotejando uma simples imagem,caule só,vivo.
saborieei o lume da enseada,
o cume das areias,
a música infinita.
Acariciei,dormindo,
os braços do mar
e os membros inúteis
do oceano,sussurrando
lagrimas e sonhos.
Uma voz perguntava:
Quem vem lá, oceano?
Um eco ligeiro dizia:
De que boca me chama,
gaivota incerta no horizonte pacífico?
Uma só mancha semeio nas águas. É a
sombra do olhar
despenhando-se duma rosa.
sábado, 31 de maio de 2008
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